Interpol prende na Venezuela golpista de criptomoedas da Argentina
A captura de Rosa María González Rincón, uma figura central no esquema criminoso conhecido como Zoe Broker, marca um momento decisivo na luta contra fraudes financeiras na Venezuela. Ela foi presa em San Cristóbal, uma cidade estratégica na fronteira com a Colômbia, no dia 27 de janeiro. Essa prisão foi anunciada pela Direção-Geral de Polícia Internacional do país, que classificou a operação como um esforço de “ciberpatrulhamento e inteligência digital”.
Esse esquema já causou perdas significativas a milhares de investidores na América Latina e na Europa. A organização de Rosa operava com uma fachada que parecia legítima, oferecendo “membresias” que incluíam cursos de coaching e mentoring, além de promessas de acesso a robôs de trading que garantiam lucros exorbitantes — muito acima da média de qualquer investimento regulado.
Os detalhes revelam uma estratégia bem elaborada. A estrutura da Zoe Broker foi desenhada para penetrar lentamente no mercado financeiro, com foco inicial na Argentina, e drenava dinheiro de forma sistemática. Assim, muitas pessoas viram suas economias, aposentadorias e até propriedades serem comprometidas. O impacto psicológico nas vítimas também foi alarmante, conforme ressaltou a polícia em seu comunicado.
A história de Rosa não é apenas sobre fraude, mas também ilustra como esses esquemas podem se infiltrar na vida das pessoas comuns. Ela não era apenas uma promotora, mas tinha um papel essencial na estrutura administrativa da organização, lidando com o fluxo de dinheiro e com a expansão das operações ilegais.
Essa prisão se conecta com um esforço maior do governo venezuelano para combater o cibercrime e as fraudes financeiras digitais, especialmente após a prisão do líder máximo do Zoe, Leonardo Cositorto. É um lembrete de que o combate a esses crimes continua, mesmo em um cenário complexo como o da Venezuela.





